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 Tornar os sonhos realidade

Devemos deixar de escutar o que as pessoas dizem e prestar só atenção ao que elas fazem.

A partir de agora, em que os cofres públicos ficaram vazios e o festim acabou vamos ter de administrar a escassez. Após anos de gastos desenfreados, resta aos que conseguiram resistir a única saída possível: a solidariedade (lembremo-nos dos mineiros chilenos) acompanhada de muito trabalho, disciplina, produtividade e organização, permitirá ultrapassar os tempos insensatos em que muitos gozaram e delapidaram o que nunca foi abundante.

Os proprietários e senhorios estão a ser vexados e usados há dezenas de anos e como conscientes detentores da propriedade têm de participar na sua defesa hoje, para não chorar amanhã a sua perda.

A Propriedade é o arauto da Associação Nacional de Proprietários onde os associados estão integrados num grupo que os esclarece e protege, sempre na perspectiva da defesa dos direitos e interesses dos proprietários e nunca dos interesses dos dirigentes associativos. Fazer parte dos órgãos sociais não pode ser encarado como um “tacho” mas como um serviço prestado aos nossos congéneres, sem outro objectivo que a solidariedade entre iguais e nunca um grupo de meros prestadores de serviços que, por os revelins da cidadela estarem de há muito derrubados, se apossaram de uma causa que não é deles.

Fique bem claro que, apesar de anos e anos de rendas ridículas e injustas, não pretendemos o Despejo Geral da Nação como é desejo de outras organizações.Somos responsáveis e somos solidários. Ninguém quer assistir ao que aconteceu nos EUA, em que as pessoas que deixaram de poder liquidar as prestações das casas que compraram em pleno boom da construção, foram violenta e sumariamente despejadas e tiveram de ir, literalmente, “viver para debaixo da ponte”. É necessário discernimento e bom senso para não se cair na absoluta ausência de consciência que tal representa.

A vida tem passagens doces e amargas e o ser humano deve, sempre, estar alerta, pois o que se apresenta fácil, de gosto suave, agradável, pode de um momento para o outro transformar-se em pesadelo, dor, sacrifício.

A Prudência deve orientar as nossas acções neste momento de dúvidas e incertezas em que mais do que nunca temos de lutar e estender a mão a todos os que sonham com um futuro melhor, para que juntos consigamos ultrapassar todas as dificuldades.

Que os representantes do Estado e dos Inquilinos façam o que devem fazer. Da parte da ANP têm a garantia de se chegar a uma solução justa, racional e humana.

AFM 
 
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