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Os meses do ano e a sua história janeiro janeiro é o primeiro mês do ano. É o mês que os romanos consagraram ao deus Janus. É representado com duas faces, símbolo da capacidade de olhar tanto para o futuro como para o passado e de exercer poder sobre o céu e sobre a terra. As suas estátuas representavam-no tendo na mão direita o número trezentos e na esquerda o número sessenta e cinco, para exprimir a duração do ano. Antes dos romanos, havia o calendário grego que tinha apenas 10 meses. Os romanos acrescentaram o 11.º e o 12.º, a que deram o nomes de janeiro e fevereiro. fevereiro Apesar da existência de um deus chamado Februs, o nome fevereiro vem do latim Februarius que significa purificação e o seu nome teve origem no festival de expurgação dos romanos. A primeira amputação do seu número de dias, que era de trinta, foi feita por Júlio César que lhe tirou um dia para o acrescentar ao seu próprio mês: julho. Mais tarde Augusto faria o mesmo em relação ao mês de agosto, pois também se considerava com direito a ter um mês com 31 dias. Daí que fevereiro tenha nos anos comuns só 28 dias. março É o mês dedicado a Marte (Rómulo, fundador de Roma, dizia-se descendente do deus). A homenagem justificava-se pelo facto de ser um dos meses com maior número de tempestades e ventos fortes. Marte era representado vestido de guerreiro, segurando a lança e o escudo; mas também era invocado como o protetor das sementeiras dos lavradores. Por isso é que este mês lhe era dedicado. É em março que começa a primavera. Daí o dito popular de “março, marçagão, manhãs de inverno e tardes de verão”. abril Na antiguidade romana, tem origem na palavra aperire, que significa abrir. De facto, é no mês de abril que a natureza se revela, que se abre na sua beleza florida, depois das chuvas de março. Os romanos consagravam-no a Vénus, deusa do amor e da beleza, o que aliás já acontecia com os gregos, que o dedicavam a Afrodite. Este lindo mês da primavera era ligado à deusa representativa da beleza. maio Foi a deusa Maia que deu o nome ao mês de maio. Maia era filha do gigante Atlas que aguentava o Mundo sobre os ombros e mãe do deus Mercúrio divindade do comércio e da eloquência. É o mês do tributo à deusa da terra e das flores, responsável pelo crescimento das novas plantas que surgem na primavera. Desde 1889 celebra-se no primeiro de maio a festa dos trabalhadores. junho O nome do mês é proveniente da deusa romana Juno, mulher de Júpiter (o mais importante de todos os deuses romanos), que representava simbolicamente o amor, encarnado no casamento e na maternidade e protegia os partos e os recém-nascidos; passeava-se num carro puxado por pavões. Representa o começo do verão, os dias longos, as noites curtas e suaves e as festas populares. Julho Foi um dos meses cujo nome resultou de pressões políticas. A sua designação original era Quinctilis por ser o quinto mês do antigo calendário romano. No ano 44 a.C., o Senado romano alterou-o para Julius, em homenagem a Júlio César, o célebre general das campanhas da Gália. É também a Júlio César que se deve a reforma do calendário “Juliano”. É um mês sempre alegremente esperado pelos jovens estudantes, que assim vêem chegar as suas férias de verão. agosto É um caso parecido com o de julho. O seu nome era Sextilis, o sexto mês. A 27 a.C., o Senado renomeou-o em tributo a Augustus Caeser, o Imperador que recebeu o título de Augusto depois de ter vencido a rainha Cleóptara do Egipto. É, pois, em sua honra que o oitavo mês do ano recebe o nome de agosto, sendo-lhe também, para o engrandecer, acrescentado um dia retirado ao mês de fevereiro. É um dos meses preferidos para férias e, em Portugal, especialmente no Norte, sucedem-se as romarias e as festas populares. É um mês de descanso e de alegria. setembro No primitivo calendário romano, que começava em março, septem era o sétimo mês e daí o seu nome. Apesar de ter passado a nono mês, depois da reforma introduzida por Júlio César, manteve a designação de sétimo. Setembro é o mês que faz a passagem do verão para o outono. A temperatura torna-se mais suave, colhem-se os frutos de fim de verão e começam as vindimas. É uma das mais belas e agradáveis alturas para se viver no campo.
outubro
Octo era o oitavo mês do calendário, quando o ano começava em março. Daí lhe vem o seu nome, que manteve no calendário “Juliano”.
É um mês muito cantado pelos poetas românticos, pela sua melancolia doce. A temperatura é macia, as folhas caem das árvores, começam as primeiras chuvas.
O ciclo da vida continua no ritmo que as estações lhe imprimem.
novembro
É assim chamado por ser o nono mês do primitivo calendário romano – novem.
Geralmente chuvoso e cinzento, apresenta, no entanto, belos dias luminosos, o “verão de São Martinho”. É o mês das castanhas e dos magustos, da abertura da água-pé, das primeiras noites frias. As árvores despedem-se das folhas, que vão atapetar as ruas e os campos. Adivinha-se o inverno.
dezembro
Neve, chuva, o aconchego da lareira, longas noites, reuniões de família, tudo isto sugere o mês de dezembro. O seu nome deriva de ser o décimo – decem – mês do primeiro calendário romano.
É em dezembro que se celebra a festa da família e se comemora o nascimento de Jesus. Trocam-se presentes, saúdam-se os amigos, há mais fraternidade e alegria.
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